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Empresário de Viseu acusado de tentar matar mulher em Espanha alega legítima defesa

O empresário de Viseu acusado de tentar matar a mulher num quarto de hotel em Vigo, em Espanha, em 2016, alegou esta quinta-feira, no início do julgamento no tribunal de Pontevedra, que agiu em legítima defesa.

Carlos Inácio Pinto garantiu ao tribunal que se defendeu da vítima que o atacou com um maço de calceteiro quando se preparava para tomar banho.

No início do julgamento, o empresário explicou que deu um empurrão na vítima e, como o chão da casa de banho estava molhado, a mulher caiu para trás, sofrendo leões provocadas pela esquina da banheira e pelo puxador da porta daquele compartimento.

Assegurou ainda que a mulher se levantou duas ou três vezes e que a voltou a empurrar para se defender de novos ataques.

Disse sofrer de problemas cardíacos que o impedem de fazer esforços, referindo que a mulher é mais forte do que ele.

O caso remonta a 02 de maio de 2016. O empresário e a vítima, casados desde 2015, viajaram para Vigo no dia anterior.

O homem, de 59 anos, está acusado de tentativa de homicídio e, de acordo com a acusação, o Ministério Público espanhol pede uma pena de prisão de 12 anos, por considerar que o empresário agiu “com a intenção de acabar com a vida” da mulher, de 29 anos, e que o arguido seja também condenado a dez anos de proibição de se aproximar da vítima, com controlo por pulseira eletrónica, assim que saia da cadeia.

O depoimento da vítima também marcou hoje o início do julgamento. A pedido da mulher, foi instalada na sala de audiências uma separação física para que fosse evitado o confronto visual entre o casal, atualmente em processo de divórcio.

Perante o tribunal, a mulher relatou ter sido atacada quando saia da casa de banho e sublinhou que se não conseguisse fugir do quarto do hotel não sobreviveria aos ataques do marido.

A acusação refere também que o empresário aproveitou o facto de a mulher estar a tomar banho para a atacar, por trás, com um maço de calceteiro.

O empresário, “com intenção de tirar a vida” à mulher, desferiu-lhe um “golpe forte na nuca, uma zona do corpo de vital importância para, imediatamente, insistir e voltar a golpeá-la na cabeça, várias vezes”, lê-se no documento.

Já com a vítima caída, adianta a acusação, o homem colocou-se em cima dela e, com as duas mãos, apertou-lhe o pescoço com força, ao mesmo tempo que batia com a sua com a cabeça contra o chão da casa de banho.

CM

 

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